Cartas ao Leitor 1: 2022

Queridos, bom dia e feliz ano novo. Feliz 2022! Saúde e coragem!

Inicio este blog num ano de luta e acreditando que literatura, cultura e política são a mesma coisa quando se trata de disputar um projeto de mundo. Também acredito que projetos de mundo são obras coletivas e que, em torno deles – e delas – não andamos sós.

Entramos em 2022 num sábado, simbolicamente o último dia da semana, o que, imagino, possa sugerir que é também o último ano de um ciclo. E que, portanto, 2023, será um grande ano.

Enquanto ele não chega, nos viremos com 2022. Ano de luta, ano da conquista de 2023. Não será fácil. Mas é o ano do Tigre, no horóscopo chinês. Apeguemo-nos a isso, para lutar contra a ignorância, contra o bolsonarismo e em favor de Lula Presidente. Lula se tornou um projeto racional e de salvação nacional. Se não for ele, continuaremos afundando, com quilos de chumbo nos pés, senão mesmo nas costas.

Será um ano, também, de debate ambiental – felizmente. Ano das ciências básicas para o desenvolvimento sustentável e ano do desenvolvimento sustentável dos biomas montanheses, segundo a ONU. Ah, e, ainda segundo a ONU, ano internacional da pesca e da agricultura sustentáveis. Pensemos nisso.

Nos calendários paralelos entraremos no ano 4.720 no calendário chinês, 5.783 do calendário hebraico, 1.944 do calendário hindu, ano 1.444 do calendário mulçumano, ano 1.401 do calendário persa e no ano 231 do calendário revolucionário francês.

O ano é cheio de efemérides que valem à pena ser lembradas:

No dia 1° de janeiro comemoramos os 300 anos da aparição do 1° jornal latino-americano, a Gaceta de México.

No dia 15 de janero festejamos os 400 anos de nascimento de Molière.

No dia 17 de janeiro, celebramos os 20 anos de partida de Camilo José Cella, prêmio Nobel de literatura.

No dia 7 de fevereiro relembramos os 210 anos do nascimento do escritor Charles Dickens.

No dia 11 de fevereiro relembramos o centenário da Semana de Arte Moderna brasileira.

No dia 16 de março festejamos os 130 anos de nascimento do poeta César Vallejo.

No dia 2 de maio, também festejamos os 250 anos de nascimento do poeta Novalis.

Ainda em maio, no dia 18, estaremos nos 150 anos de nascimento de Bertrand Russel, Nobel de literatura.

A 6 de julho, celebramos os 60 anos de partida de William Falkner.

A 29 de setembro, os 120 anos de partida de Émile Zola.

A 21 de outubro, comemoraremos os 40 anos de recebimento do Nobel de literatura por Gabriel García Márquez e, no mesmo dia, os 250 de nascimento po poeta Samuel Taylor Coleridge.

A 16 de novembro, celebramos o centenário de nascimento de José Saramago, igualmente Nobel de literatura.

2022 refere outras datas políticas: logo no 1° de janeiro, 20 anos da entrada em circulação do Euro (e eu vi isso…). A 7 de fevereiro, os 30 anos da criação da União Europeia. A 8 de março os 105 anos de Revolução Russa.

Será ainda um ano de grandes lutas políticas: em janeiro, eleições legislativas em Portugal e presidenciais na Itália. A 10 de abril, 1° turno das presidenciais na França. A 29 de maio, presidenciais na Colômbia. A 2 de outubro, eleições gerais no Brasil.

Para completar, preciso referir que neste ano entram em domínio público os livros, filmes e músicas lançados em 1926 nos Estados Unidos. É pouco e todos nós queríamos mais, mas dizê-lo faz pensar que precisamos lutar por um domínio público mais racional, equitativo, ponderado e, sobretudo, que melhor aproxime público e obra.

Criei este blog para estar de outro modo com vocês, ou para estar melhor com vocês. A ideia é falar com minha voz literária, ou com o que quer que isso signifique. Sigamos juntos.

Um novo blog

Salve, gente. Este blog fala de literatura e coisas afins. Foi criado para me dar espaço para falar de coisas que gosto muito, sem maiores pretensões ou compromissos. Meu nome é Fábio Horácio-Castro, e meu romance O Réptil Melancólico venceu o prêmio Sesc de Literatura de 2021, com o que entrei nesses mares (ou emergi, no movimento deles). Das mil conversas que se abriram com essa história, vim parar aqui.

Se quiserem saber mais sobre mim, recomendo acessarem, aqui, o site do outro sujeito que se faz passar por mim para ganhar a vida, o Fábio Fonseca de Castro, professor da UFPA. Como ele é prolixo, vai acabar explicando tudo. Quanto a mim, só quero falar de literatura (certo, e das tais coisas afins, sejam quais forem). O blog tem algumas seções fixas, com dia certo para sair (vejam em Sobre o blog), e outros posts que saem quando for para saírem.

Cartas aos Leitores – Nesta seção, que aparece toda segunda-feira, às 10 da manhã, publico breves cartas aos leitores do blog. Hora de passar assuntos da semana que vai entrar, com comentários breves sobre temas culturais e literários.

Crônicas – Minhas crônicas, sobre os mais diversos assuntos, agrupadas em séries. A primeira série, chamada The Londonian Diaries, em 12 episódios, fala dos escritores de Londres e de minhas aventuras de turista literário quando morei nessa cidade. Sai todas as quartas, às 23 horas.

Resenhas – Nesta seção, que sai nas sextas-feiras, às 16 horas, semana sim, semana não, comento alguns livros publicados recentemente. Sem pretensão a comentários profundos ou à crítica literária, busco ressaltar alguns pontos que chamaram minha atenção.

Na Trilhas do Réptil – Répteis deixam trilhas, algumas apenas para dissimular o seu percurso. Outras não. Nesta seção, que sai às sextas-feiras, também às 16 horas, em alternância com as resenhas, trago algumas pistas reptilianas do meu livro O Réptil Melancólico: pequenos detalhes, atalhos, pistas…

Podcast – Um áudio curto, de 15 a 20 minutos, falando dos livros que mais gosto, dentre clássicos e contemporâneos. Um monte de ideias sobre eles; uma leitura sincera, mas espantada. A seção começa em março. Aviso depois. Ainda vou dar nome a ele, ok?

Olhando o mundo – Uma seção sem compromisso, hora ou data. Sai de vez em quando, para comentar coisas que acontecem no campo da cultura em geral.

Notícias – Informações sobre cursos, palestras, lançamentos, concursos, etc.